Banking; Despesas Corporativas
Meios de pagamento no Brasil: os números de 2026 do BC
No Brasil, nunca houve tantos meios de pagamentos disponíveis para consumidores e empresas. Temos do tradicional boleto bancário ao pagamento via celular. Do cartão de crédito ao Pix.

Meios de pagamento no Brasil: o que os números do Banco Central mostram em 2026
No 1º semestre de 2026, o Brasil registrou 79,7 bilhões de pagamentos, que somaram R$ 71,9 trilhões, segundo o Banco Central. O Pix lidera em quantidade, com 55,2% das transações. Em valor, quem lidera é a TED, com 32,7% de tudo o que foi movimentado.
Nunca houve tantas formas de pagar no país: boleto, cartão, TED, Pix por chave, por QR Code, por aproximação e de forma recorrente. Para empresas que embutem serviços financeiros nos seus produtos, entender quem ganha espaço e por quê ajuda a decidir onde investir. Abaixo, os principais números e o que eles significam para operações B2B.
O retrato do 1º semestre de 2026
Meio de pagamento | Participação na quantidade | Participação no valor |
|---|---|---|
Pix | 55,2% | 28,1% |
Cartões (crédito, débito e pré-pago) | 30,8% | |
TED | 32,7% | |
Demais meios (boleto, transferências intrabancárias, débito direto, cheque e outros) | 14,0% | 39,2% |
Fonte: Banco Central, Estatísticas de Pagamentos de Varejo e de Cartões, 1º semestre de 2026.
Pix: líder em quantidade desde 2021
O Pix completou cinco anos em novembro de 2025 como o meio de pagamento mais usado do país. Em 2025, foram 79,8 bilhões de transações e R$ 35,4 trilhões movimentados, altas de 25,7% e 33,6% sobre 2024. Mais de 170 milhões de pessoas físicas usam o Pix, cerca de 80% da população.
O crescimento continua. No 1º semestre de 2026, o número de operações subiu 19,4% e o tíquete médio chegou a R$ 459, 7% acima do mesmo período de 2025. Esse avanço do tíquete mostra que o Pix deixou de ser só transferência entre pessoas: as transferências P2P já são 40% das operações, mas só 25% do valor.
Duas novidades ajudam a explicar o movimento:
QR Code dinâmico virou a forma de pagamento mais usada no 2º trimestre de 2026, com 43,2% das transações, sinal do uso no comércio e na cobrança.
Pix Automático, lançado em 2025 para cobranças recorrentes, saltou de 4 milhões de usos no 1º trimestre para 9,5 milhões no 2º trimestre de 2026.
TED: o meio de pagamento das empresas
A TED responde por apenas uma fração das transações, mas lidera em valor, com 32,7% do total. O tíquete médio de cerca de R$ 60,7 mil explica a diferença: a TED concentra pagamentos de alto valor entre empresas e instituições.
Para o mercado B2B, isso significa que o fluxo financeiro corporativo ainda passa por trilhos tradicionais. Quem integra conta PJ e pagamentos ao ERP entra exatamente nesse fluxo, que é o de maior valor do sistema.
Cartões: o crédito é o que mais cresce
Os cartões de crédito, débito e pré-pago somaram 30,8% das transações do semestre. O crédito puxa o crescimento: alta de 9,2% em quantidade e de 13,8% em valor, contra 0,5% do débito e 1% do pré-pago. O crédito já representa 72% do valor transacionado com cartões.
Ao mesmo tempo, as taxas caem. A taxa de desconto média (MDR) do crédito foi de 2,11%, contra 2,24% em 2025, e a do débito, de 1,06%. Os cartões premium passaram de 60,4 milhões para 80,9 milhões de unidades ativas em um ano.
O que os números significam para empresas B2B
Os dados apontam quatro movimentos que afetam diretamente plataformas como ERPs, HCMs, marketplaces e empresas de gestão de despesas:
O dinheiro corporativo está na TED e no Pix de alto valor. Plataformas que oferecem banking embarcado capturam o fluxo de maior valor do sistema e aumentam a retenção da base.
A recorrência ganhou um trilho próprio. O Pix Automático permite cobrar assinaturas e mensalidades sem boleto e sem cartão, o que interessa a todo SaaS B2B. O tema foi debatido no Swap Talks sobre a nova era do SaaS.
O crédito é o motor de crescimento dos cartões. Produtos que transformam recebimentos futuros em limite, como o cartão de recebíveis, respondem a uma demanda que não para de subir.
Margem por transação está menor. Com o MDR em queda, ganhar dinheiro com pagamentos depende de escala, eficiência operacional e de um portfólio que combine cartões, conta e crédito.
A pergunta para quem lidera uma plataforma B2B é direta: seus clientes pagam e recebem dentro do seu produto ou fora dele?
Como a Swap ajuda empresas a entrar nesse mercado
A Swap, o Banking as a Service especializado em empresas B2B, oferece a infraestrutura para lançar e escalar produtos financeiros com a sua marca: cartões, conta digital, crédito, interfaces white label, risco e compliance. A Swap também foi autorizada pelo Banco Central a operar o Pix direto no sistema do BC.
Na prática, isso já acontece em ERPs. O episódio do Swap Cast com a Omie mostra como funciona o ERP banking na prática.
Que tal compartilhar os desafios da sua operação?
Fale com um especialista da Swap.
Perguntas frequentes
Entra no fim do artigo, com marcação FAQPage.
Qual é o meio de pagamento mais usado no Brasil?
O Pix. No 1º semestre de 2026, ele respondeu por 55,2% de todas as transações de pagamento do país, segundo o Banco Central, à frente dos cartões, com 30,8%.
Qual meio de pagamento movimenta mais dinheiro no Brasil?
A TED. Ela concentrou 32,7% do valor movimentado no 1º semestre de 2026, contra 28,1% do Pix, porque é usada em pagamentos de alto valor entre empresas, com tíquete médio de cerca de R$ 60,7 mil.
Quanto o Pix movimentou em 2025?
R$ 35,4 trilhões em 79,8 bilhões de transações, altas de 33,6% e 25,7% em relação a 2024, segundo o Banco Central.
O que é o Pix Automático?
É a modalidade do Pix para cobranças recorrentes, como assinaturas e mensalidades. O pagador autoriza uma vez e os débitos seguintes acontecem automaticamente, sem boleto e sem cartão.
Os pagamentos com cartão estão caindo?
Não. Os cartões mantiveram 30,8% das transações no 1º semestre de 2026, e o cartão de crédito cresceu 9,2% em quantidade e 13,8% em valor. O débito é que ficou praticamente estável.
Com que frequência o Banco Central divulga esses dados?
A cada semestre, nas Estatísticas de Pagamentos de Varejo e de Cartões. Os dados do 1º semestre de 2026 foram divulgados em 27 de outubro de 2026.
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